Numa noite marcada pela celebração da literatura, o Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu, na passada quinta-feira (21), o lançamento da obra Geometria dos Sentimentos, do poeta Maomede Naguib Omar.
A apresentação da obra esteve a cargo do poeta e actual secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Filimone Meigos, que conduziu o público por uma leitura sensível e reflexiva do livro. Segundo um comunicado do banco, Meigos destacou, durante a sua intervenção, que a obra não se apresenta como um manual de emoções, mas como “mapas desenhados depois da tempestade”, onde o caos revela a sua própria estrutura, convidando o leitor a explorar a essência da poesia e da experiência humana.
Em representação do BCI, a coordenadora das Mediatecas, Telma Jorge, sublinhou o valor da obra enquanto reflexão sobre os sentimentos humanos: “Este livro fala sobre sentimentos humanos, como a dor, o amor, a gratidão e as relações entre as pessoas. Trata-se de uma obra que nos convida a olhar para dentro de nós e também para o mundo ao redor.” Na ocasião, reiterou o compromisso do banco: “Acreditamos que a literatura é fundamental para a cultura e a sociedade. Por isso, o BCI continua comprometido em apoiar estas iniciativas.” E concluiu: “Que a Geometria dos Sentimentos nos inspire a contribuir e a construir uma identidade cada vez mais forte, daqui para o futuro.”
Num dia em que assinalou a celebração dos seus 70 anos de vida, o autor partilhou uma reflexão íntima sobre o percurso pessoal e literário: “Há momentos na vida em que o tempo parece desacelerar, para nos permitir contemplar a paisagem da nossa própria jornada… Hoje é um desses dias de paragem obrigatória e de imensa comoção.”
Prosseguindo, destacou a metáfora geométrica que atravessa a obra, referindo que, na sua jornada, desenhou rectas de determinação, curvou-se perante as tempestades da vida, calculou distâncias e procurou pontos de convergência com o outro. Sublinhou que escrever o livro foi “uma tentativa de encontrar uma ordem pseudo-poética para a belíssima complexidade daquilo que nos faz humanos”, procurando harmonizar razão e sentimento. A encerrar, deixou uma mensagem que sintetiza o espírito da obra: “Se a razão nos dá a estrutura para caminhar, é o sentimento que nos dá o motivo para seguir em frente.”
O evento foi enriquecido por momentos culturais diversificados, incluindo leitura de poemas, música, teatro e dança, criando uma atmosfera artística envolvente. Destacou-se ainda um momento intimista de homenagem, protagonizado pelos familiares do autor, que celebraram o seu percurso de vida e contributo intelectual.
Com esta iniciativa, o BCI reforça o seu compromisso com a promoção da cultura e das artes, contribuindo activamente para a valorização dos criadores nacionais e para o fortalecimento da identidade cultural moçambicana.
