A criação de emprego tornou-se o eixo central da nova estratégia do Banco Mundial em Moçambique, com aposta no financiamento ao sector privado e na capacitação empresarial como motores do crescimento económico, informou no domingo, 26 de Abril, a Agência de Informação de Moçambique.
A orientação foi destacada por Laurent Corthay, à margem de uma missão de monitorização em Cabo Delgado, província marcada por conflitos armados e choques climáticos que têm condicionado a actividade económica e a geração de postos de trabalho.
Emprego no centro da estratégia
Segundo o responsável, a prioridade está alinhada com as metas do Governo, sendo o emprego considerado o principal desafio do País. “Empregos são as vias mais directas e eficientes para sair da pobreza”, afirmou, sublinhando que este é o foco da intervenção do Banco Mundial.
Neste quadro, a instituição está a financiar o projecto “Conecta Negócios”, que prevê a mobilização de cerca de 30 milhões de dólares em subvenções para empresas nacionais, com o objectivo de dinamizar cadeias de valor e estimular ligações económicas.
Formação e financiamento como pilares
Paralelamente, estão previstos 20 milhões de dólares para programas de formação e capacitação, considerados essenciais para melhorar o desempenho das micro, pequenas e médias empresas (MPME).
Laurent Corthay sublinhou que o desafio não se limita ao acesso ao financiamento, mas também à forma como as empresas são geridas. “Não se trata apenas de criar novos negócios, mas de transformar a forma como os negócios são conduzidos”, explicou.
A missão constatou melhorias nas empresas apoiadas, incluindo maior organização interna, melhor estruturação de equipas e reforço da iniciativa empresarial.
Cabo Delgado foi identificado como uma área prioritária, tanto pela necessidade de recuperação económica como pelo seu papel na promoção da estabilidade.
“A criação de emprego e a estabilidade são dimensões centrais e interligadas”, destacou.
O Banco Mundial defende ainda que as empresas devem investir continuamente na melhoria das suas capacidades, adoptando práticas de gestão mais eficientes e reforçando a formação dos seus recursos humanos.
A instituição acredita que esta abordagem poderá consolidar um modelo de desenvolvimento inclusivo, com o sector privado a assumir um papel central na transformação económica de Moçambique.

