Dinheiro em Circulação Diminui 7,9% em Janeiro Após “Máximos Consecutivos” • Diário Económico

O dinheiro físico em circulação no País registou uma queda de 7,9% em Janeiro, interrompendo uma trajectória de quatro meses consecutivos de crescimento, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Moçambique (BdM), tal como informou a Lusa.

No primeiro mês do ano, o volume de numerário em circulação fixou-se em 941 milhões de dólares, abaixo do máximo histórico de 1,02 mil milhões de dólares atingido em Dezembro.

A evolução recente reflecte uma inversão da tendência observada desde Setembro, período durante o qual se verificaram aumentos mensais sucessivos. Em termos homólogos, a massa monetária registou um crescimento de 3,1%, segundo o banco central.

A redução do dinheiro em circulação surge num contexto de política monetária mais restritiva, frequentemente adoptada pelas autoridades para conter pressões inflacionistas, através da limitação da liquidez no sistema económico.

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que a inflação em Moçambique se situou em 3,23% em 2025, abaixo dos níveis registados no ano anterior. Ainda assim, o País atravessou um período marcado por volatilidade nos preços, incluindo oito meses de deflação num intervalo inferior a um ano e meio, com destaque para o período entre Abril e Julho de 2024.

A inflação acumulada em 2024 fixou-se em 4,15%, uma desaceleração face aos 5,3% registados em 2023 e significativamente inferior ao pico de quase 13% observado em Julho de 2022.

Apesar deste abrandamento, o Governo mantém uma projecção de inflação em torno de 7% tanto para 2025 como para 2026, sinalizando a persistência de riscos inflacionistas no médio prazo, num contexto de gestão cautelosa da política monetária e de estabilidade macroeconómica.

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