Governo Lança Grupo de Intervenção Para Reforçar Denúncias e Prevenir Corrupção • Diário Económico

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O lançamento do Grupo de Intervenção e Sensibilização (GRIS) marca uma nova aposta do Governo na prevenção da corrupção, centrada na participação dos cidadãos e na promoção de denúncias seguras em todo o País, informou esta segunda-feira, 27 de Abril, o jornal Correio da Manhã Canadá.

Segundo o site, a iniciativa, composta por nove membros, visa reforçar a educação cívica e jurídica nas comunidades, numa altura em que as autoridades intensificam as acções de combate a crimes económicos e financeiros.

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Participação cidadã no centro da estratégia

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Na cerimónia de lançamento, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, destacou o carácter pedagógico e interventivo do mecanismo.

“O GRIS configura-se como um mecanismo para a promoção da educação jurídica comunitária e o estímulo à participação activa na prevenção e combate à corrupção”, afirmou.

De acordo com o governante, a plataforma irá actuar em escolas, hospitais, mercados e comunidades, promovendo acções de sensibilização e mobilização social.

“A corrupção não é apenas uma violação da lei, é uma ameaça directa à confiança dos cidadãos, à eficácia das instituições e ao desenvolvimento do nosso país”, declarou.

Educação e articulação institucional

O Governo defende que o combate à corrupção deve ir além da repressão, apostando na educação, ética e envolvimento da sociedade. “O combate à corrupção não se esgota na repressão, mas depende da educação, da ética e da participação cidadã”, sublinhou Mateus Saize.

A iniciativa envolve várias instituições públicas e organizações da sociedade civil, com destaque para a Procuradoria-Geral da República e o Gabinete Central de Combate à Corrupção.

O projecto conta com apoio técnico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e financiamento da União Europeia.

Para o representante do UNODC em Moçambique, António De Vivo, o GRIS constitui uma ferramenta prática para aproximar cidadãos e instituições. “O GRIS é um investimento em conhecimento  e numa justiça mais transparente e mais resiliente”, afirmou.

As autoridades consideram que o sucesso da iniciativa dependerá da sua proximidade com as comunidades e da coordenação entre instituições.

Dados recentes indicam que, em 2025, foram registados 236 casos de infracções financeiras envolvendo gestores públicos, com recuperação de mais de 5,6 milhões de euros.

O procurador-geral, Américo Letela, alertou para a “normalização” da corrupção, enquanto o Presidente da República reiterou que o combate ao fenómeno avançará “custe o que custar”.

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