Salim Valá Defende Aceleração Das Reformas Para Tornar Economia Mais Competitiva • Diário Económico

a d v e r t i s e m e n t

O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu esta sexta-feira (22), na cidade da Beira, província de Sofala, que o futuro económico de Moçambique dependerá da capacidade do País em acelerar reformas estruturais, melhorar o ambiente de negócios e expandir o financiamento ao sector produtivo.

blank

De acordo com um comunicado oficial, intervindo na sessão de abertura do Fórum Económico Moçambique 2026, dedicado ao debate sobre competitividade, reformas económicas e desenvolvimento produtivo, o governante afirmou que o reforço da capacidade económica nacional exige uma actuação coordenada entre o Estado e o sector privado.

blank

“O futuro económico de Moçambique dependerá da nossa capacidade colectiva de acelerar as reformas económicas, melhorar crescentemente o ambiente de negócios, expandir o financiamento à economia, criar capacidades técnicas e gerenciais susceptíveis de serem absorvidas pelo sector produtivo, modernizar as infra-estruturas, físicas e institucionais, e criar um ecossistema empresarial mais dinâmico, competitivo e inclusivo”, declarou.

Segundo Salim Valá, o País reúne vantagens estratégicas relevantes, entre as quais recursos naturais, localização geoeconómica favorável, uma população jovem e crescente capacidade empresarial. Contudo, reconheceu que o principal desafio continua a ser transformar estes factores em industrialização, criação de emprego e melhoria das condições de vida. “A nossa visão é clara: queremos edificar um Moçambique economicamente mais forte, mais competitivo, mais produtivo, mais integrado regionalmente e cada vez mais atractivo ao investimento privado, nacional e internacional”, acrescentou.

O ministro indicou que o Executivo está a implementar uma agenda de reformas orientada para a desburocratização, simplificação administrativa, digitalização de serviços, fortalecimento institucional e dinamização das micro, pequenas e médias empresas. Na sua intervenção, defendeu igualmente a necessidade de construir uma economia mais diversificada, sofisticada e industrializada, reduzindo a exposição do País a choques internos e externos e promovendo maior ligação entre investimento, criação de emprego e fortalecimento do conteúdo local.

Salim Valá reconheceu que a economia moçambicana enfrentou em 2025 um ambiente adverso, marcado por choques climáticos, tensões pós-eleitorais, constrangimentos energéticos e desaceleração em sectores estratégicos. Ainda assim, sustentou que o País continua a demonstrar capacidade de resiliência económica e de atracção de investimento externo.

Dados apresentados pelo governante indicam que o Investimento Directo Estrangeiro atingiu 3,6 mil milhões de dólares em 2024 e cerca de 5,7 mil milhões de dólares em 2025, impulsionado sobretudo pelos sectores do gás natural, energia, agricultura, carvão mineral e areias pesadas. O mercado de trabalho foi apontado como um dos principais desafios nacionais. Segundo o ministro, todos os anos entram cerca de 500 mil jovens no mercado laboral, num contexto em que a criação de emprego formal permanece insuficiente para absorver essa procura.

Entre os mecanismos de apoio ao tecido empresarial, destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, o Fundo de Recuperação Económica, o Fundo de Garantia Mútua e o Promulher, instrumentos orientados para apoiar micro, pequenas e médias empresas, com enfoque em iniciativas lideradas por jovens e mulheres.

a d v e r t i s e m e n t

blank

Deixe um comentário