Semana Económica: Eni Avalia Avançar Com Novo Projecto, Economia Recupera e Petromoc Reforça Combustíveis • Diário Económico

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A semana económica em Moçambique ficou marcada pelos novos avanços no sector energético, pelos sinais de recuperação da economia nacional após o período de recessão e pelas medidas adoptadas para estabilizar o abastecimento de combustíveis no País. Os desenvolvimentos surgem num contexto de desafios internos e incertezas externas, mas também de expectativas em torno do crescimento económico e do aproveitamento dos recursos naturais.

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A multinacional italiana Eni confirmou esta semana que está a avaliar a possibilidade de avançar com uma terceira plataforma flutuante de gás natural liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. O novo projecto poderá reforçar a capacidade de exploração de gás natural em Moçambique, numa altura em que a empresa já opera a plataforma Coral Sul e prepara o arranque da Coral Norte para 2028.

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A petrolífera sublinhou que as reservas existentes na bacia do Rovuma permitem não apenas a implementação dos projectos em curso, mas também o desenvolvimento de novas iniciativas energéticas. A empresa explicou ainda que está a avaliar um novo projecto baseado na tecnologia FLNG, modelo já utilizado no projecto Coral South FLNG.

Economia dá primeiros sinais de recuperação

Paralelamente, a economia moçambicana registou um crescimento de 0,52% no primeiro trimestre de 2026, confirmando os primeiros sinais de recuperação após a recessão provocada pela crise política e social que se seguiu às eleições gerais de Outubro de 2024.

A informação consta nos documentos de execução orçamental do primeiro trimestre, nos quais o Governo reconhece que a actividade económica nacional “apresentou sinais de recuperação gradual, embora ainda num contexto de elevada vulnerabilidade”.

Segundo o Executivo, a recuperação acontece num cenário internacional marcado pela desaceleração do crescimento económico global, pelo abrandamento do comércio internacional e pela manutenção de condições financeiras restritivas.

O relatório recorda que, após a contracção acumulada de 1,89% registada até ao terceiro trimestre de 2025, a economia começou a recuperar no final do ano passado, encerrando 2025 com uma variação acumulada negativa de 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Governo considera que o actual desempenho económico reflecte uma “dualidade macroeconómica”. Por um lado, aponta para melhorias nas condições externas, incluindo a moderação da inflação e o reforço da posição externa do País. Por outro, admite que persistem fragilidades internas ligadas a choques climáticos, limitações estruturais e constrangimentos logísticos.

Petromoc reforça abastecimento nacional

Por outro lado, o Executivo reforçou o papel da Petróleos de Moçambique (Petromoc) na garantia do abastecimento nacional de combustíveis, através de medidas extraordinárias destinadas a estabilizar o mercado num contexto de dificuldades na cadeia internacional de fornecimento e escassez de divisas.

Segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, a intervenção visa assegurar a continuidade do fornecimento de combustíveis líquidos em todo o território nacional e minimizar os impactos sobre os consumidores e a actividade económica.

No âmbito destas medidas, o Governo activou, através do Ministério das Finanças, um mecanismo que permitiu viabilizar a libertação de carregamentos adicionais por intermédio da Petromoc, reforçando a disponibilidade de produtos no mercado interno.

De acordo com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, desde a semana passada, a empresa estatal passou a fornecer combustíveis a todos os operadores retalhistas, independentemente dos acordos comerciais anteriormente estabelecidos, alcançando cerca de 42% da quota de mercado no abastecimento nacional.

As medidas surgem numa altura em que o mercado começa a apresentar sinais de estabilização, após semanas marcadas por limitações no abastecimento de gasolina e gasóleo, situação que originou longas filas nos postos de combustível e condicionou o acesso aos produtos em diferentes regiões do País.

Texto: Florença Nhabinde

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