A nova inspectora-geral do Estado, Carmelita Namashulua, prometeu uma inspecção “ética e mais actuante” visando melhorar as auditorias e fiscalização à administração pública.
“Tudo faremos de modo que tenhamos uma inspecção mais actuante, que possamos melhorar o processo das auditorias que realizamos na administração pública e na gestão transparente de recursos, sejam eles financeiros ou materiais”, afirmou.
Carmelita Namashulua, antiga ministra da Educação e Desenvolvimento Humano (2020-25), foi empossada no cargo pelo Presidente da República, Daniel Chapo, nesta terça-feira, 19 de Maio, juntamente com Emanuel Mabumo e Laura Nhancale, nomeados inspectores-gerais adjuntos.
“Sabemos muito bem que onde há corrupção emperra todo o processo de desenvolvimento. Logo, precisamos de uma administração pública que seja mais transparente e ética nas suas acções, através da promoção de medidas concretas para travar a ilegalidade”, sublinhou.
Por sua vez, o chefe do Estado pediu que se garanta que os recursos públicos sejam geridos com rigor, alertando que os inspectores devem também dar o exemplo. “Num contexto em que o País prossegue a sua agenda de desenvolvimento económico e social, queremos reiterar que a vossa missão é garantir que os recursos públicos sejam geridos com responsabilidade.”
“Vós sois timoneiros de uma instituição criada de raiz, por isso tenham em mente que o trabalho que vão efectuar não se conquista apenas com leis ou decretos, mas com pessoas comprometidas com a causa e íntegras. Lembrem-se que um Estado que exige integridade deve primeiro ser íntegro na sua conduta e actuação”, exortou.
Chapo defendeu igualmente que a criação, e agora a entrada em funcionamento pleno, daquele órgão “representa um passo decisivo para a responsabilização na gestão da coisa pública, mas também na defesa do património do Estado, na promoção da integridade e transparência e no reforço dos mecanismos de prevenção e combate à corrupção na administração pública”.
Em Dezembro passado, o Parlamento aprovou, em definitivo, as propostas de lei que criam a Inspecção-Geral do Estado e a Inspecção-Geral da Segurança Alimentar e Económica, com o objectivo de reforçar o combate à corrupção e assegurar um ambiente económico mais favorável no País.
As duas propostas de lei foram aprovadas na especialidade por consenso das quatro bancadas parlamentares, designadamente a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

